terça-feira, 25 de setembro de 2007

SERÁ VERDADE?


“Os cristãos evangélicos estão aderindo a estilos de vida hedonistas, materialistas, egoístas e sexualmente imorais com a mesma propensão que o mundo em geral”. Michael Horton



Era uma vez uma grande religião que, com o passar dos séculos, se espalhou por todo o mundo. Mas nos lugares onde ela existia por mais tempo, seus adeptos foram aos poucos se tornando complacentes, mornos e céticos. Aliás, muitos líderes dos grupos mais antigos chegaram até mesmo a rejeitar publicamente algumas de suas crenças mais fundamentais.


Em resposta, surgiu um movimento de renovação apoiando de maneira apaixonada os clamores históricos da velha religião e convidando entusiasticamente os não-cristãos de todo o mundo a abraçar a fé antiga. Rejeitando o ceticismo dos líderes que já não acreditavam mais no Deus que faz milagres, integrantes do movimento de renovação argumentavam com veemência que seu Deus não apenas realizou milagres no passado, como também ainda transformava de maneira milagrosa aqueles que passavam a crer. O cerne da pregação desse grupo era um "novo nascimento", radical e miraculoso, que dava início a uma renovação e transformação moral profunda e definitiva. Com o tempo, o movimento de renovação floresceu de tal maneira que tornou-se um dos braços mais influentes da religião como um todo.

Não é surpresa o fato de que os números do movimento de renovação se traduziram em influência política. E o movimento tinha tanta confiança em suas crenças e afirmações que persuadiu os líderes da nação a fazer o governo trabalhar lado a lado com as organizações religiosas envolvidas com serviços sociais, a fim de resolverem juntos os graves problemas do país. Os adeptos do movimento de renovação sabiam que, na maioria das vezes, a miraculosa transformação moral de caráter acontecia quando pessoas quebrantadas abraçavam a grande religião. Eles também se uniam a políticos para fortalecer a definição tradicional de casamento, pois seus textos antigos ensinavam que a aliança vitalícia entre um homem e uma mulher é o cerne do propósito do Criador para a família.

Logo os pesquisadores começaram a fazer pesquisas de opinião. A despeito das afirmações ufanistas dos integrantes do movimento de renovação sobre a transformação
miraculosa, as pesquisas mostravam que os adeptos do movimento se divorciavam e batiam em suas mulheres tanto quanto seus vizinhos seculares. Eram tão materialistas quanto seus amigos pagãos e até mesmo mais racistas que eles. Frente a essa hipocrisia gritante, os céticos mais radicais riam de prazer cínico. A população em geral estava confusa e enojada. Muitos líderes do movimento de renovação simplesmente entravam no ritmo de seus programas promocionais, agora muito bem-sucedidos e altamente sofisticados. Outros choravam.

Este relato é um texto do livro: “Escândalo do comportamento evangélico” de Ronald J. Sider. Neste livro, o autor releva por meio de diversas pesquisas que o comportamento do “povo evangélico” não tem sido diferente daqueles que os evangélicos costumam chamar de incrédulos ou não convertidos.

Alisando questões como divórcio, imoralidade sexual, abuso físico no casamento, materialismo, racismo, etc..., o autor revela que o comportamento dos evangélicos é igual o daqueles que não professam e não vivem a fé evangélica. Isto é, o comportamento ético-moral de muitos evangélicos deixa muito a desejar, pois a verdades bíblicas não são vividas no dia a dia, revelando uma profunda distância e contraste entre o Evangelho apresentado pelo Senhor Jesus e vivido pela igreja primitiva com o Evangelho consumista, humanista, triunfalista, hedonista vivido hoje.

Qual é a realidade atual? Creio que Haddon Robison expressa isto quando disse: “Atualmente, muitas pessoas entram na igreja como consumidores numa loja. Se o produto lhes agrada, ficam por lá. Caso contrário, vão embora. As pessoas não conseguem mais imaginar uma igreja disciplinando-as, afinal é absurdo imaginar que uma loja poderia discipliná-las, Não é função do vendedor disciplinar o consumidor. O que acontece em nossas igrejas é que seus membros adquiriram uma mentalidade de consumidor.”

O que fazer? Talvez menos festas, menos shows, menos entretenimentos e mais contrição, confissão, arrependimento e comprometimento com Deus, quem sabe se Deus se voltará para nós e deixará uma bênção? Como o profeta Joel disse: “Rasgai o vosso coração, e não as vossas vestes, e convertei-vos ao SENHOR, vosso Deus, porque ele é misericordioso, e compassivo, e tardio em irar-se... Chorem os sacerdotes, ministros do SENHOR, entre o pórtico e o altar, e orem: Poupa o teu povo ... Por que hão de dizer entre os povos: Onde está o seu Deus?”


Rev. Luiz Carlos Correa

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

O CONTRASTE ENTRE O JUSTO E O ÍMPIO - Sl 1.1-6


O Salmo 1 é uma significativa introdução para todo o Livro dos Salmos. Este primeiro salmo, composto de forma didática, começa com a palavra: bem-aventurado, que significa feliz. Entretanto, a felicidade das pessoas é conseqüência da relação que se tem com Deus.

Muita gente anda em busca da felicidade e procura por ela em diversos lugares e de diversas maneiras, mas neste salmo o salmista ensina: a) como alguém pode ser realmente feliz; b) como é possível encontrar a felicidade; c) onde está a felicidade.

Quando analisamos o salmo podemos constatar três importantes divisões: 1) A felicidade e a santidade do homem que teme ao Senhor, vs. 1-2; 2) O Contraste entre os justos e os ímpios, vs. 3-5; 3) As Conseqüências na vida de cada um, v. 6.


I) A felicidade e a santidade do homem que teme ao Senhor. O que significa ser bem-aventurado?Bem aventurado significa feliz. Mas não uma felicidade qualquer, e sim, uma felicidade que conseqüência de uma comunhão profunda com Deus. Uma felicidade de um coração que está em paz com Deus.

Quem é bem-aventurado? Não é qualquer um, mas um tipo específico de Homem! É o homem que teme ao Senhor! O salmista diz três coisas acerca deste homem que teme ao Senhor:
1) Ele não anda no conselho dos ímpios. Quem são os ímpios? a) pessoas que não temem a Deus; b) pessoas que não respeitam as verdades espirituais; c) pessoas que têm suas próprias opiniões sobre a vida, sobre relacionamentos independentes de Deus.

2) Ele não se detém no caminho dos pecadores. Segundo o salmista, os pecadores têm um caminho particular de transgressão. O salmista diz: a) Evita fazer o que eles fazem; b) Evita seguir os caminhos que eles seguem; c) Evita estar onde eles estão. Por que o salmista diz isto? Porque: a) A conversa deles são más e cheias de mentiras; b) Eles não têm juízo e não querem fazer o bem.

3 – Ele não se assenta na roda dos escarnecedores. O escarnecedor é alguém orgulhoso de sua habilidade natural, de seu conhecimento, de sua sabedoria e de sua justiça e retidão. O que ele faz? Zomba e ridiculariza de tudo que é sagrado.

II) O Contraste entre os justos e os ímpios
Salmista faz um contraste entre os justos e os ímpios. Ele diz que os justos são: a) como árvore plantada junto das correntes de águas; b) que, no devido tempo, dá o seu fruto; c) cuja folhagem não murcha; d) tudo quanto ele faz será bem sucedido. Entretanto, sobre os ímpios ele diz: Os ímpios não são assim. Como eles são: a) Não são como o homem bem-aventurado; b) Não se comportam como ele; c) Não tem a mesma perspectiva de vida. Os ímpios são diferentes! O salmista afirma são, porém, como a palha que o vento dispersa. Isto é, algo sem valor, material usado para alimentação de gado.

III) As Conseqüências na vida de cada um

O salmista vê algumas conseqüências na vida dos justos e dos ímpios. Conseqüências por causa da opção de vida, da escolha de cada um.

Quanto aos ímpios o salmista declara: 1) Os perversos não prevalecerão no juízo. O que isto significa? É que o ímpio será julgado e receberá a condenação de acordo com as coisas que fez na vida e como conseqüência eles serão achados culpados e serão lançados no inferno; 2) Nem os pecadores, na congregação dos justos. O que isto significa? Os ímpios serão impedidos de participarem da comunidade daqueles que servem e adoram a Deus para sempre, porque não há lugar onde Deus é adorado para os ímpios; 3) Mas o caminho dos ímpios perecerá. O que isto significa? O perverso não tem futuro e terá um fim trágico!

E quanto aos justos? O salmista afirma: “pois o Senhor conhece o caminho dos justos”. Por isso ele diz no Salmo 5.11,12: “Mas regozijem-se todos os que confiam em ti; folguem de júbilo para sempre, porque tu os defendes; e em ti se gloriem os que amam o teu nome. Pois tu, SENHOR, abençoas o justo e, como escudo, o cercas da tua benevolência”

Há uma diferença muito grande entre a vida do ímpio e a vida do que teme ao Senhor. São caminhos diferentes! Um é como: Uma árvore plantada junto as correntes de Águas! O outro é como: A palha que o vento dispersa. E você? Você é o que? Árvore ou Palha?

Rev. Luiz Carlos Correa

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

O DIA DA INDEPENDÊNCIA CHEGOU!


“O Espírito do Senhor está sobre mim, pelo que me ungiu para evangelizar os pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos,” (Lc 4.18)



João Batista começou seu ministério pregando: “arrependei-vos , porque está próximo o reino dos céus.” (M t3.2). Esta mensagem anunciava a irrupção do Reino de Deus que se manifestou na pessoa do Senhor Jesus, através dos sinais e prodígios, curas, maravilhas, expulsão de demônios.

Jesus revelou essa irrupção do reino de Deus quando declarou sua missão na sinagoga em Nazaré: proclamação de libertação aos cativos e restauração da vista aos cegos, pôr em liberdade os oprimidos.


O senhor Jesus veio trazer libertação, por isso ele diz “se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres.” (Jo 8.36) . Ele portanto, é o nosso grande libertador, aquele que proclamou e realizou a nossa independência quando morreu na horrenda cruz. Independência do poder e escravidão do pecado e do poder de Satanás. O apóstolo Paulo compreendendo a grandeza dessa poderosa ação libertadora de Jesus, disse: “Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados...,” (Ef 2.1).


Jesus Cristo na cruz do calvário mudou a nossa sorte, mudou a nossa história. Ele é o nosso libertador. Ele é aquele que na cruz declarou que o dia da Independência chegou. O dia libertação da tirania do pecado, da opressão de Satanás, do afastamento de Deus por causa do nosso pecado chegou. Então, se tornou realidade que com a sua morte e ressurreição, Jesus constituiu para si mesmo um povo zeloso de boas obras.


A mensagem que Jesus tem para cada um de nós é: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei.” (Mt 11.28). Porque nele, exclusivamente na pessoa dele, do Senhor Jesus, o dia da Independência chegou!


Rev. Luiz Carlos Correa

terça-feira, 28 de agosto de 2007

OS MÁRTIRES DE LIÃO


A história da Igreja apresenta muitos casos de perseguição religião contra os cristãos e um dos casos mais dramático e terrível foi a perseguição movida contra os cristãos em Lião, na França, no período de 177-178. d.C. O fato foi relatado na História da Igreja por Eusébio.

O relato começa desta forma: “A perseguição foi de uma violência tal neste país, a raiva dos pagãos tão grande contra os santos, e nossos bem-aventurados mártires sofreram tanto, que nós não saberíamos encontrar as palavras necessárias para vos fazer uma descrição completa do que ocorreu.” Um dos torturados foi Sanctus, que “superior a tudo, suportou com valor sobre humano todas as torturas dos carrascos... O governador e os carrascos rivalizavam então em crueldade contra eles. E quando as torturas habituais foram esgotadas, fizeram aquecer lâminas de bronze e lhas aplicaram, ardentes, nos pontos mais sensíveis do corpo. Estas partes de seu corpo queimavam, mas ele, sem vacilar, permanecia inabalável e firme na afirmação de sua fé.” Mais adiante “Maturus e Sanctus sofreram novamente no anfiteatro toda sorte de tormentos com se antes não tivesse sido torturados... Trouxeram “a cadeira de ferro onde os corpo, tostando, exalavam um odor de gordura ... para terminar, pois a vida dos mártires resistia ainda após essa luta, degolaram-nos. Nesse dia, os mártires oferecidos em espetáculo bastaram para substituir os duelos de gladiadores e suas peripécias”.

Outro Martirizado foi Potino, bispo de Lião que tinha mais de 90 anos. “De saúde muito fraca, mal podia respirar, tão gasto estava o seu corpo. Mas ao ardor do Espírito lhe deu forças, pois desejava o martírio.” No tribunal “o governador perguntou-lhe qual era o deus dos cristãos.” E ele respondeu: Se fordes digno, disse ele, Sabê-lo-eis. Então arrastaram-no brutalmente e maltrataram-no mais ainda. Os mais próximos davam-lhe pontapés ou socos, sem respeito, apesar de sua idade avançada. Os que estavam mais longe lançavam-lhe tudo o que lhes caía às mãos. Cada qual pensava fazer grave pecado não o ultrajando... O mártir já mal respirava quando o jogaram na prisão. Aí morreu dois dias depois.”

Blandina foi a última a ser martirizada. “Após os chicotes, as feras, a grelha, puseram-na numa rede, para ser atirada a um touro. Lançada ao ar por várias vezes pelo animal, não sentia mais nada, toda na esperança das recompensas prometidas, entregue à sua conversão com Cristo. Finalmente degolaram-na, e os próprios pagãos confessaram que jamais, entre eles, mulher alguma padecera tantos e tão cruéis sofrimentos.

Como tudo isto terminou? “Durante seis dias, os corpos dos mártires ficaram expostos em pleno ar e insultados de todas maneiras. Em seguida queimaram-nos, e quando foram reduzidos a cinza, os ímpios as varreram e jogaram no Ródano, que corre ali perto, para não restar sobre a terra a menos relíquia dos mártires. Fazendo isso, os pagãos criam vencer a Deus e impedir os mortos de ressuscitar.”

O Autor da Carta ao Hebreus diz: “Portanto, também nós, visto que temos a rodear-nos tão grande nuvem de testemunhas, desembaraçando-nos de todo peso e do pecado que tenazmente nos assedia, corramos, com perseverança, a carreira que nos está proposta.”

Rev. Luiz Carlos Correa

sábado, 11 de agosto de 2007

DEUS SERÁ O MEU GUIA ATÉ A MORTE?


Nesta semana me deparei com um texto bíblico que atingiu profundamente meu coração. Foi o Salmo 48.14 que diz o seguinte: “que este é Deus, o nosso Deus para todo o sempre; ele será o nosso guia até a morte.”

Na verdade, quando me deparei com declaração de fé dos filhos de Coré, com a declaração de fidelidade e o comprometimento deles com Deus, fiquei abismado e chocado.

A afirmação feita é alguma coisa de muita séria e profunda: “ele será nosso guia até a morte.” Esta é uma declaração que revela uma disposição, uma atitude de servir e seguir a Deus até as ultimas conseqüências. No contexto deles, as últimas conseqüências era a morte.

Segundo os filhos de Coré, duas coisas eram importantes e fundamentais:
1) A compreensão de que Deus era o Deus deles para sempre. Isto é, não por alguns momentos, não enquanto as coisas andassem bem. Deus era e continuaria ser o Deus deles para todo o sempre independente de qualquer coisa;
2) Uma vontade determinada de servir a Deus. Isto é, os filhos de Coré tinham tomado uma seria, importante decisão: Serviriam a Deus de forma total, absoluta e incondicional.

Fiquei pensando neles, nos filhos de Coré e comecei a pensar mim, na minha vida. Seria eu capaz de fazer uma declaração como esta: “Que Deus será o meu guia, o meu senhor, o meu Deus até a morte?”

Infelizmente, fazemos muitas declarações sobre os nossos relacionamentos com Deus que na realidade verdade, não conferem com aquilo que vivemos. Professamos fidelidade e obediência absolutas; mas na verdade, nossas declarações variam de acordo com o nosso humor e as circunstâncias de nossa vida.

Por isso, é chocante quando nos deparamos com afirmações de pessoas que verdadeiramente têm a intenção de viverem de acordo com o que professam diante de Deus.

Os filhos de Coré disseram: “que este é Deus, o nosso Deus para todo o sempre; ele será o nosso guia até a morte”.

Que eu e você tenhamos a coragem de dizer o mesmo, e não só isto, mas o de comprovar a verdade desta declaração com a nossa vida.

Que Deus nos abençoe.

Rev. Luiz Carlos Corrêa

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Buscando a santidade



“E a si mesmo se purifica todo o que nele tem esta esperança, assim como ele é puro.” (1 Jo 3.3)



O que é santidade? No Velho Testamento o termo usado para se referir ao que é santo, é qadosh. O que é transmitido pela palavra qadosh é que o povo de Deus é separado para o serviço de Deus e deve evitar qualquer coisa que o desagrade. No Novo Testamento termo usado é Hagios. Este termo e seus derivados são usados para descrever a santificação dos crentes, como ensinado em Efésios 5.25,26: “Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela, para que a santificasse (hagiase), tendo-a purificado por meio da lavagem de água pela palavra”.
Dentro deste contexto, a santidade significa pelo menos duas coisas:
  • Separação da prática do pecado deste presente mundo, e
  • Consagração ao serviço de Deus.
No contexto bíblico, a santidade é mais do que não fazer coisas erradas ou más e fazer coisas boas. Significa, sim, ser espiritualmente separado de todo o pecado e totalmente dedicado a Deus.

Dr. Gregory R. Frizzell afirma que: “a busca da santidade deve ser a prioridade principal na vida de todo cristão. De fato, a busca de santidade é uma atitude mental espiritual. A palavra ‘buscar’ significa perseguir intensamente ou com paixão. Se alguém está cheio do Espírito Santo, haverá uma sede incontrolável de experimentar a santidade de Cristo em cada canto do seu ser.” Já o apóstolo João declara que: “aquele que diz que permanece nele, esse deve também andar assim como ele andou.” (1 Jo 2.6).

Se você procura um aprofundamento espiritual, se você procura viver e quer viver uma vida de santidade, você precisa desejar ser como Jesus, parecer-se com Jesus, pensar e agir como Jesus. O autor de Hebreus declara: “Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor”. (Hb 12.14). O desejo de um conhecimento mais profundo, mais vivo, mais intenso e pessoal com Deus só é possível quando buscamos ardentemente e de todo o coração um viver santo e piedoso diante de Deus. Por que? O autor de Hebreus afirma de forma incisiva: Sem santificação, ninguém verá a Deus! Você que ver Deus? Você quer experimentar a presença de Deus de uma maneira que você nunca experimentou? Busque a santidade! Ande em santidade! Seja santo, como diz a Palavra de Deus: “porque escrito está: Sede santos, porque eu sou santo.” (1 Pe 1.16).

A sua mente verdadeiramente está sempre se perguntando como você pode experimentar uma maior santidade? Você freqüentemente diz: “Eu gostaria de ser mais como Cristo” e depois faz pouco em busca de purificação espiritual? Jesus disse em Mateus 6.33 que devemos buscar em primeiro lugar o seu reino e a sua justiça. Isto é verdade em sua vida? Este é o desejo sincero de seu coração?

Como ensina Anthony Hoekema: “ Uma vez que Deus é santo, ele deseja que nós, a quem ele criou à sua imagem, também sejamos santos”.

Nunca se esqueça: SEM SANTIDADE NINGUÉM VERÁ A DEUS!


Rev. Luiz Carlos Corrêa



Pastor da Igreja Presbiteriana de Cabo Frio

quarta-feira, 25 de julho de 2007

UMA VIDA PODEROSA DE ORAÇÃO




“Nenhum homem é maior que a sua vida de oração; ele nunca tropeçará se estiver ajoelhado. Deus aquece suas mãos no coração do homem quando ele ora.”

A oração é uma poderosa arma que Deus colocou em nossas mãos. Por isso, Tiago afirma: “Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo.” Entretanto a questão é: Como ter uma vida poderosa em oração?

Segundo Gregory Frizzell uma vida poderosa em oração tem três fundamentos básicos: 1)Você precisa ver o tempo de oração diária como um relacionamento com Deus e não como um dever ou uma disciplina legalista. Isto é, “uma vida poderosa de oração não é só uma disciplina ou ritual, é seu compromisso de ter um relacionamento pessoal com Deus”. E para se ter um relacionamento pessoal com alguém, é preciso investir tempo! Como é possível amar e conhecer alguém profundamente estando com ela apenas 5 ou 10 minutos por dia? 2) Você deve fazer um compromisso absoluto(inegociável) de gastar tempo consistente e significativo aos com Deus em oração ininterrupta. É impossível desenvolver uma vida poderosa em oração sem que se gaste tempo suficiente, regular e constante sozinho diante de Deus. 3) Uma vida de oração requer um “treino equilibrado” nos cinco tipos de oração. Quais são os cinco tipos de oração? A) Louvor, ações de graças e adoração; b) Confissão e arrependimento; c) petição e súplica; d) intercessão; e) meditação (oração de “escuta” e reflexão). Se qualquer um desses cinco tipos são negligenciados de forma regular, o relacionamento com Deus será limitado.
Como desenvolver uma vida de oração poderosa? De acordo com Frizzel é preciso familiarizar-se com os oito princípios da oração poderosa: 1) Ore com atitude de autoridade e confiança em nome de Jesus. “cheguemo-nos, portanto, confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna.” Hb 4.16; 2) Gaste tempo de qualidade permitindo que Deus o sonde para que esteja limpo de qualquer pecado cometido. “O que encobre as suas transgressões jamais prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia.” Pv. 28.13; 3) Peça especificamente que Deus o encha e o unja com o Seu Espírito Santo. “E não vos embriagueis com vinho, no qual há dissolução, mas enchei-vos do Espírito.” Ef 5.18; 4) Determine-se a oração com fé e expectativa genuínas. “Por isso, vos digo que tudo quanto em oração pedirdes, crede que recebestes, e será assim convosco.” Mc 11.24: 5) Peça Deus que impeça a influência de Satanás sobre você e sobre o que você ora. “Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes ficar firmes contra as ciladas do diabo.” Ef. 6.11; 6) Peça a Deus fervor em sua oração. “Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo.” Tg 5.16b; 7) Seja o mais especifico possível. “Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças.” Fp 4.6; 8) Com relação aos seus pedidos principais, busque encontrar parceiros comprometidos que vão se unir e concordar com você em oração. “Em verdade também vos digo que, se dois dentre vós, sobre a terra, concordarem a respeito de qualquer coisa que, porventura, pedirem, ser-lhes-á concedida por meu Pai, que está nos céus.” Mt 18.19.

Se você se dispuser a colocar esses princípios básicos de oração em prática na sua vida. Você sofrerá uma mudança radical em sua vida! Deus abençoe a você ricamente!

Rev.Luiz Carlos Correa

terça-feira, 24 de julho de 2007

A FAMÍLIA É UM PROJETO DE DEUS


“Se o SENHOR não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam;
se o SENHOR não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela”. (Sl 127.1)



Quando pensamos na família hoje, podemos constatar infelizmente uma série de problemas e dificuldades: Relacionamento problemático entre marido e mulher, conflitos entre pais e filhos, infidelidade conjugal e outras coisas mais.


Na verdade, muitas das famílias e lares que conhecemos vivem em contendas, tensões, discussões, injúrias, gritos, ofensas, ressentimentos, amarguras e separações e divórcios. O fato é que a família, segundo a Palavra de Deus é o foco preferido dos ataques de Satanás, que trama sem parar contra ela com o objetivo de destruí-la. Entretanto, a Bíblia revela que a família é um projeto de Deus.


Por que muitas famílias vivem uma realidade mais de inferno do que de céu? Creio que muitas famílias enfrentam e passam diversas dificuldades e crises por causa de objetivos equivocados! Quais são alguns dos objetivos equivocados estabelecidos pelas famílias?


· Ganhos materiais: O progresso material tem se transformado no objetivo principal de muitas famílias. A grande meta é suposto conforto.
· Gratificação pessoal e egoística: Há aqueles que se casam pensando somente em si mesmo. Seu objetivo não é dar, mas receber, não servir, mas ser servido.
· Endeusamento da própria família: Tais famílias vivem tão-somente preocupadas com sua própria fama e seu nome. Dedicam-se por inteiro à própria comodidade e ao prazer pessoal.
· Há algumas frases que podem nos fazer pensar e repensar nossa família. Nossos relacionamentos familiares:
· A palavra “unir” aponta para a natureza permanente do casamento, até que a morte, e não a falta de dinheiro, os conflitos ou qualquer coisa separem;
· Respeito é mais do que não beligerância, trégua ou tratar alguém de maneira educada: é profunda consideração pelo outro;
· A criança precisa receber de seus pais duas mensagens importantes: A de que ela pertence à família e a confirmação de que ela é respeitada como pessoa;
· Numa sociedade competitiva como a nossa, podemos perder a perspectiva de que mais importante do que o sucesso profissional é o sucesso da família.
· O que a sua família mais precisa é de você, e não de suas coisas. As coisas podem ser consumidas, mas o verdadeiro tesouro é construído no coração.

A família é um projeto de Deus. Um projeto para que haja: paz, harmonia, felicidade e amor na família. Infelizmente, muitas famílias não vivem este projeto de Deus, não conseguem viver este projeto por mais que tente. Mas, isto não anula o fato dela ser um projeto de Deus.

Na verdade existem áreas em nossas vidas e em nossas famílias que precisam receber o impacto da vida ressurreta de Jesus, que precisam ser impactadas pelo poder que há na pessoa de Jesus. que precisam ser mudadas, transformadas, curadas e libertadas.


Seja qual for a crise que você e sua família estejam passando e enfrentando, talvez seja uma situação aparentemente impossível de ser resolvida. Lembre-se de algo extremamente importante: O poder da morte e ressurreição de Jesus, o poder que há em Jesus Cristo está a sua disposição. Jesus está profundamente interessado em sua vida e com o bem estar seu e de sua família.

Rev.Luiz Carlos Correa
Pastor da Igreja Presbiteriana de Cabo Frio

quinta-feira, 19 de julho de 2007

Adoração





“Mas vem a hora e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque são estes que o Pai procura para seus adoradores. ” (Jo 4.24)




Segundo A. P. Gibbs em seu livro “Adoração”, “A palavra adoração assim como outras palavras admiráveis como ‘graça’ e ‘amor’ podem ser mais facilmente experimentadas do que descritas.”
Para Rick Warren, adorar(agradar) a Deus, foi o primeiro propósito para o qual Deus nos criou. Ele escreveu: “O primeiro propósito da nossa vida é adorar(agradar) a Deus[...]. Deus não precisava criar eu e você, mas escolheu fazer-nos para a satisfação dEle. Nós existimos(fomos criados e planejados), primeiramente, para dar prazer à Deus, ou seja, trazer alegria ao Seu coração”.

A partir disto, podemos tentar compreender o que seja adoração: a) Adoração é a ocupação do coração, não com suas necessidades nem sequer com suas bênçãos, mas com Deus mesmo; b) Adoração é o amor com que correspondemos ao amor de Deus; c) Adoração é o ato de dobrar nossa vontade para fazermos a vontade de Deus; d) Adoração é reconhecer, honrar e reverenciar a presença de Deus; e) Adoração é vida intensa com Deus.

Quando se analisa a adoração nas Escrituras Sagradas, podemos estabelecer algumas conclusões: a) Deus deseja ser adorado; b) Somente Deus deve ser adorado; c) a verdadeira adoração é uma marca da fé salvadora, e d) nem toda a adoração agrada a Deus.

O Rev. Herminsten Costa afirma que “adorar a Deus corretamente exige tempo e humildade.” Por que? Porque Deus procura verdadeiros adoradores, adoradores que o adorem em espírito e em verdade.

Adorar em espírito, refere-se a mente, a alma, ao coração. Deus procura adoradores que o adorem na sinceridade da alma e do coração, com o desejo único e puro de glorificar e exaltar a Deus. Na verdade, Deus procura aqueles que querem adorá-lo na simplicidade e muitas vezes na quietude da alma. Por isso, a verdadeira adoração é aquela onde o coração é oferecido a Deus e onde não se depende de formas externas para conseguir a aceitação divina.

Adorar em verdade, é a adoração sem hipocrisia, na sinceridade do coração e alma com um coração simples, singelo e honesto, reconhecendo que Deus olha para a coerência da vida, de viver santo, sincero e puro diante dele.

Quando não compreendemos que Deus deve ser adorado em espírito e em verdade, a nossa adoração se torna distorcida, e quando a nossa adoração perde o foco que é Deus e se concentra em outras coisas, o que mais perdemos e própria presença de Deus, e com ela, perde-se a plenitude da alegria. Como disse Paul Basden, “a adoração que é digna de seu nome deve ser teocêntrica”, ou segundo Manson “no coração da adoração cristã está o próprio Deus”.

O Breve catecismo de Westminster diz que o fim principal do homem é amar a Deus e gozá-lo para sempre. Como Richard Baxter disse: “Se é Deus que você está buscando em sua adoração, você não ficará satisfeito sem Deus”. Adore a Deus! Ele é digno de receber a nossa adoração.


Rev. Luiz Carlos Corrêa
Pastor da Igreja Presbiteriana de Cabo Frio

sexta-feira, 1 de junho de 2007

UMA CARTA À IGREJA GLOBAL DA IGREJA PROTESTANTE DE ESMIRNA

A semana passada foi uma semana de muito sofrimento. Muitos de você já ouviram falar de nossa devastante perda em uma tragédia ocorrida em Malatya, uma província turca, a 300 milhas do nordeste de Antioquia, a cidade onde os cristãos foram chamados pela primeira vez de cristãos (Atos 11h26min). Na manhã de quarta-feira, 18 de abril, 2007 – um alemão missionário de 46 anos e pai de três, Tilman Geske, preparavam-se para ir a seu escritório, deu um beijo de despedida em sua esposa, tirou um tempo para abraçar seu filho e deu a ele um inesquecível e inestimável, "adeus, filho. Eu te amo."
Tilman alugou um espaço no escritório da Publicadora Zirve onde preparava suas anotações para a nova Bíblia Turca de estudo. Zirve era também o local do escritório da igreja Evangelista de Malatya. Um ministério da igreja, Zirve imprimia e distribuía literatura cristã para Malatya e para as cidades próximas na Turquia oriental. Em outra área de cidade, - o Pastor Necati Aydin, 35 anos, pai de dois, disse adeus a sua esposa, saindo para o escritório também. Eles teriam uma manhã com reunião de oração e estudo da Bíblia onde alguns cristãos da cidade também participavam. Ugur Yuksel da mesma maneira se dirigia ao estudo do Bíblia. Nenhum destes três homens podia imaginar que o que os esperava no estudo da Bíblia era o último teste e uma aplicação de sua fé, que concluiria com suas entradas na glória para receber sua coroa de justiça de Cristo e a honra de todos os santos que os esperavam na presença do senhor.
Do outro lado da cidade, dez jovens, todos abaixo de 20 anos preparavam os arranjos finais para seu ato de fé, demonstrando seu amor por Allah e o ódio aos infiéis incentivados pelo Islã. No domingo da Páscoa, cinco destes homens foram ao culto evangelístico, com um convite dado pelo Pastor Necati e seus homens, preparado em uma sala de conferência no hotel da cidade. Os homens eram conhecidos pelos cristãos como "aqueles que buscam." Ninguém sabe o que aconteceu nos corações daqueles homens enquanto escutavam o evangelho. Foram tocados pelo Espírito Santo? Convencidos pelo pecado? Ouviram o evangelho no profundo de seus corações? Hoje nós temos somente o começo desta história.
Estes jovens, um dos quais é o filho do prefeito da província de Malatya, são parte do 'tarikat', ou um grupo "de crentes fiéis" ao Islã. A sociedade de Tarikat é altamente respeitada aqui; é como uma irmandade. De fato, diz-se que ninguém consegue um emprego público se não pertencer a sociedade tarikat. Estes jovens viviam todos no mesmo dormitório, preparando-se para o vestibular para entrarem na universidade.
Os jovens tinham armas, facas, cordas e toalhas preparadas para seu ato final a serviço de Allah. Sabiam que haveria muito sangue. Chegaram a tempo para o estudo do Bíblia, ao redor das 10 horas. Eles chegaram, quando aparentemente começava o estudo da Bíblia. Segundo consta, depois que Necati leu um capítulo do Bíblia o assalto começou. Os jovens amarraram as mãos e os pés de Ugur, Necati, e de Tilman às cadeiras e enquanto filmavam seu trabalho em seus celulares, torturaram nossos irmãos por quase três horas. Tilman e Necati mortos, decapitados com suas gargantas praticamente cortadas da orelha à orelha. A garganta de Ugur foi cortada do mesmo modo e, mas estava ainda vivo.
Em um ato que apareceu nas primeiras páginas dos maiores jornais da Turquia, Susanne Tilman, esposa do missionário Timan, em uma entrevista de televisão expressou seu perdão. Ela disse aos repórteres que não quer vingança. "Oh Deus, perdoa-lhes, pois eles não sabem o que fazem," ela disse, concordando de todo o coração com as palavras de Cristo no Calvário (Lc 23.34).
Em um país onde a vingança de sangue-por-sangue é tão normal quanto respirar, muitos relatórios tem chamado a atenção da igreja de como este comentário de Susanne Tilman tem mudado vidas. Um colunista escreveu em seu comentário, "ela disse em uma sentença o que 1000 missionários em 1000 anos talvez nunca pudessem falar."
Ore a favor da Igreja na Turquia. "Não ore contra a perseguição, ore por perseverança," clama o Pastor Fikret Bocek.